Sábado, 7 de Março de 2009

Voto nulo ou em branco

 

O voto nulo ou em branco é francamente um desperdício, uma inutilidade. Os que assim votam pretendem mostrar o descontentamento nos partidos que se candidatam e/ou nos seus programas. Estão desacreditados nos políticos. Mas qual o resultado prático e efectivo?
Ponhamos os pontos nos iis. Suponhamos que havia 50% de votos nulos ou em branco como forma de protesto. Que fará o PR? Tem duas solução: Ou decide por um governo de iniciativa presidencial ou decide propor governo ao partido mais votado como é devido. Governos de iniciativa parlamentar não têm vingam. Com a enorme crise instalada seria péssimo termos governos de curto prazo sem apoio parlamentar. Seria uma aventura que estou certo este PR não se atreveria. Assim sendo só restará ao PR a 2ª solução. De que vale então um voto nulo ou branco? Literalmente para nada. Serve exclusivamente para deixar que outros decidam por nós qual o tipo de Governo que desejarem. A desculpa pessoal que não votei em qualquer partido de nada serve. Seremos sempre governados pela maioria que votou num dado partido. É esse o destino do país nos próximos 4 anos. Acho que devemos votar para ou fortificar o poder do partido eleito, ou fortalecer a oposição que deverá ponderar e contrapor a governação pelo partido eleito.
Tenhamos presente que 3,2 milhões de cidadãos não votaram em 2005. Deixaram aos simpatizantes PSs os destinos do país com apenas 2,59 milhões e uma maioria absoluta. Será isso o que desejamos outra vez? É recomendável que façamos o nosso dever cívico e votemos em quem acreditarmos serem capazes de nos governar nos próximos anos. Votar num pequeno partido é também uma opção válida. É aliás o que se recomenda quando a opção é não votar ou votar nulo por não acreditarmos, ou não nos revermos nos partidos do poder. Certamente no leque partidário português haverá em quem se possa votar sem risco de vir a ser governo. Será um voto de protesto mais útil dando uma orientação de voto e premiando a persistência dos dirigentes desse mesmo pequeno partido.
Uma outra opção bem mais útil é o de colocar o voto em novos partidos que defendam as nossas teses forçando-os a, pelo menos, terem voz parlamentar e até mesmo serem chamados a coligações, se não memso a governar. Se nada se fizer, tudo ficará na mesma excepto a criminalidade, o endividamento, a impunidade, o desemprego que irão crescer comprometendo o desenvolvimento do país e proporcionado a revolta e instabilidade civil. O aviso está feito por Mário Soares e Medina Carreira, entre muitos outros que vão alertando para os perigos eminentes. Assim dizia Medina Carreira em Dez. 2008, "isto irá acabar com muito barulho”.
RF
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publicado por ruyferreira às 22:50
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3 comentários:
De Zé da Burra o Alentejano a 10 de Março de 2009 às 11:34
A título de exemplo, refiro que nas últimas eleições regionais dos Açores apenas uma minoria do eleitorado votou efectivamente, é claro que isso não teve qualquer efeito na legalidade do resultado eleitoral: ganhou o partido mais votado, o PS, como não poderia deixar de acontecer. Muitas pessoas julgam que se a maioria não votar ou votar nulo isto vai mudar. Não! não votar revela apenas desinteresse ou ignorância. Mais vale votar nos pequenos partidos para que haja pulverização do voto, quebrando a hegemonia dos 2 grandes partidos, o "centrão ", PS e PSD. Enquanto estes dois super-partidos tiverem em conjunto mais de 50% nada mudará em Portugal


De JF a 15 de Março de 2009 às 21:52
Venho juntar a minha voz à necessidade de se mudar e ter a coragem para abandonar o centrão cujos resultados são conhecidos. Estes irão "assustar-nos" com o perigo da instabilidade e a necessidade de maioria senão é ingovernável, etc. Esta é a mentira que tem que ser atacada - aliás o melhor governo de Portugal nos últimos 100 anos foi um governo minoritário com apoio no parlamento por outro partido


De Joã Farinha a 20 de Maio de 2009 às 11:54
Depois da leitura do livro de Saramago, penso de uma forma consciente votar em branco. Por isso não me considero um inutil ", mas antes e conforme descreve o livro, como o "SISTEMA" iria fazer.


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